segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Jurei mentiras e sigo sozinho.


Assumo os pecados.
Os ventos do norte
não movem moinhos.
e o que me resta
é só um gemido.

Minha vida, meus mortos,
meus caminhos tortos.
Meu sangue latino.
Minh'alma cativa.
Rompi tratados,
traí os ritos.
Quebrei a lança,
Lancei no espaço:
um grito, um desabafo.

E o que me importa
é não estar vencido.

(Sangue Latino-Secos&Molhados)

sábado, 30 de janeiro de 2010

ócio

A palavra em que costumo descrever finais de semana, e descrever a semana que passou.
Não tédio, solidão. Ócio, ociosidade.
Diria, que até sou digna de tal.
Não sei o que Voltaire, Shakespeare, Maquiavel, Rosseau, Camões, Newton, quem for, definiu isso.
Eu defino como: Tempo que se pode perder à vontade.

Assim como mais de meio mundo, passo a semana inteira tentando não perder tempo, e pra mim a semana só tem 5 dias. Os outros 2 é ócio, preguiça sem moderação.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

E veio 2010

Ai que preguiça que eu sinto. Acho que é a estação. Esse calor, dá uma vontade de não sair da cama.Nem da vontade de pensar direito. Tanto, que o ano já começou há oito dias, e só agora que eu decidi começar a escrever sobre ele.Que acaba de chegar.
Não vou ser breve, nem neutra.
Mas fazendo uma retrospectiva particular de 2009, posso dizer que foi um ano bom, em relação a muitos outros. Me decepcionei, e tenho certeza que decepcionei alguém, me descobri, conheci muita gente, aprendi a ver por outro ângulo, a pensar duas vezes, mesmo não pondo em prática.
Conheci gente nova, me apaixonei, em todos os sentidos, e por uma pessoa em especial, me apeguei, conheci um ídolo, mas só depois que ele morreu, aprendi muito, principalmente a dar valor para o que eu tenho, ah, um monte de coisas. Dei tanta risada, e chorei tanto, que é perda de tempo parar pra contar. Sem contar o stress, e tudo o que já briguei, e me incomodei. Mas que nada, do ano que passou, só vale a pena guardar o que foi bom. O que foi ruim já passou, ainda bem.
Do ano que passou, eu só tenho o que agradecer. Por ter passado de ano, enquanto muitos não passaram, por não ter perdido ninguém, enquanto muitos perderam, por ter conhecido pessoas, que são maravilhosas, por não ter passado um ano na solidão. Por tudo, então.
E o que espero do ano que já chegou, e se instalou muito bem, é que tudo que foi bom em 2009, se repita e que coisas boas e novas apareçam.Não espero um ano perfeito, eu sei que alguma coisa de ruim vai aparecer. Mas que eu fique triste apenas por um dia, e não um ano inteiro, como diz na musica do Frejat.E pra ser bem sincera, eu espero conseguir cumprir minhas promessas, e que o que eu pedi nas minhas 7 uvas que eu comi na virada do ano se realizem.
Enfim, você, que está lendo, deve saber como é a chegada de um ano novo. E eu sei que todo mundo está com muita expectativa, apesar do que vêm acontecendo com muitas famílias(enchentes).E eu nunca perco a fé em Deus, e eu sei que ele está por mim, e ele vai saber o que fazer sempre.
Como diz a música de Renato Russo e Gabriel Pensador:
Eu sei que às vezes uso palavras repetidas. Mas quais são as palavras que eu mais quero repetir na vida? Saúde, Paz Felicidade. Amor, Sabedoria, Juízo, Amizade...

E que venha 2010! Aliás, já veio.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Emocionalmente

Eu queria ver no escuro do mundo, onde está o que você quer, pra me transformar no que te agrada, no que me faça ver...


Não costumo escrever poemas, nem versos. Não procuro a perfeição da Antiguidade Clássica, como o poeta parnasiano.Mal sei o que é um soneto, ou sei. Só ando com a angústia agonizante que eu sentia somente em sábados a noite, que prevejo que agora vai me acompanhar diariamente, em todo canto, ou lado, ou o que for.Como já diziam Mutantes: Ando meio desligado.Eu nem sinto meus pés no chão.
Queria ser racional, como eu sempre sou.Mas percebo que nessas horas, o lado racional não é tão forte.Meu emocional ainda vai acabar me fazendo de boba, se é que já não fez.

Tanto me falaram sobre ele, que eu nem quis dar bola.Antes não tinha mais forças pra ficar longe, agora, não tenho mais forças pra ficar perto.Talvez fosse o modo que ele falava, ou atuava.Tanto faz, eu sempre escutava. 
Ah, emocional, quem me dera!

domingo, 22 de novembro de 2009

Gossiping


Fim de semana aproveitável, sábado no meio do mato, e domingo na city with friends, só pra contar, beijos.
Enfim... o que?
Não tenho o que contar, nem nada. Mas, queria só colocar uma opiniãozinha de nada.
Eu acho que cada um tem a sua vida, e que a vida dos outros é problema deles.
E só porque alguém não sabe o que fazer da vida, não significa que esse alguém tenha necessidade de atormentar, ou espalhar sobre a vida de outra pessoa por aí.
Principalmente, quando uma pessoa fica sabendo de uma historinha aí, e pegam essa historinha, e quase viram do avesso, e saem falando.
Eu falo isso pelo fato de eu morar em uma cidade pequena. E nesse fim de semana, eu estava com os meus amigos, na frente de um barzinho, e a gente estava ali conversando numa boa, e eu não pude deixar de notar, que cada um que passava pela gente ficava olhando, e rodeando, que nem urubu esperando um cachorro morrer. É desagradável, não só pra mim, mas pra quem está junto comigo, agora eu não sei se os meus amigos ainda vão querer vir pra cá depois disso.
E eu acho bobagem, ignorância esse tipo de coisa." Ai, a filha do fulano tava na rua domingo, com não sei quem, e mais não sei quem". E daí?Vai mudar a vida de alguém?Ta fazendo mal pra você?

Enfim, é isso.
Não é nada digno de jornal, mas eu precisava abordar esse assunto, logo de uma vez.

Beijos

sábado, 14 de novembro de 2009

Não vá se perder por aí...

Não vá se estrepar
Não queira dar um passo mais largo
Que as pernas podem dar
Não se iluda com um beijo
Uma frase ou um olhar
Não vá se perder por aí...

Você já é bem grandinho
Já pode se cuidar e
ir seguindo seu caminho
Sempre errando até um dia acertar
Mas não tenha muita pressa
Vá tentando devagar
Só não vá se perder por aí...


Well, essa semana me apeguei a Mutantes, em todos os sentidos.


PS: modifiquei a letra, hihi.
PPS: Não achei uma foto boa. Coloco duas na proxima, só pra não perder o costume.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Metamorfoseando

Meus queridos, quanto tempo, enfim.
Faziam uns bons séculos que eu não vinha escrever aqui.
Pelo menos me justificar, eu teria, não é?
Bom, a causa pela qual me ausentei tanto tempo, ou nem tanto, talvez tenha sido por falta de tempo, falta de vontade, falta de criatividade, de inspiração. Tanto faz, hoje volto aqui, e comigo voltam as minhas palavras mesmo, e não musicas, ou qualquer coisa menos original do que palavras vindas de dentro.
Fato, é que nesse meio tempo, as coisas mudaram, literalmente. Os gostos, os rostos, medos, apegos, as pessoas, coisas. E isso é bom, eu sempre aprendi com mudanças. Tempos de mudança sempre foram bons, e as vezes necessários.Poderia ficar aqui até depois de amanhã citando as vezes em que mudanças foram boas, e necessárias, mesmo as mais pequenas.É perda de tempo citar cada uma, e a diferença que fez, porque eu sei que não são tantas pessoas que vão estar aqui lendo esse texto, talvez, uma, duas, quem sabe.
Mas desde todo esse meio tempo, ou um tempo inteiro que me ausentei, não foi nenhum tipo de jornada, talvez interna. Mas foi como estar em um casulo. Entrar em um casulo, pensando de um jeito, vendo de um jeito, entendendo o que vê, de um jeito.E esperando sair de outro jeito, melhor, do que do jeito que foi antes. Quantas pessoas você vê, que um dia eram feias, estranhas, e que, de repente, mudam, pra melhor, mais bonitas, mais legais, às vezes. Bom, comigo eu não me coloco em um casulo de idéias, para sair melhor fisicamente, mas sair melhor, no sentido de uma mudança por dentro. Mesmo estando a quilômetros de ser o que eu quero dizer, é até compreensível para você, meu caro leitor, entender as minhas palavras.
Assim como as borboletas, entram lagartas feias e saem borboletas que hipnotizam nossos olhos, e vivem pouco tempo, e nascem outras lagartas que entram em outros casulos e nascem outras borboletas. Talvez seja assim comigo, ou não só comigo.Mas eu sei que estou em constantes metamorfoses.A única dificuldade é saber se já saí do meu casulo, ou se ainda estou dentro dele.E quando eu sair, descobrir em quanto tempo eu vou voltar para dentro de um casulo, outra vez.

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